Blog da AXS Energia
Receba nossos posts em primeira mão, assine a nossa newsletter
Em 2023, as emissões de dióxido de carbono ligadas à geração de energia aumentaram 1,1% e representaram um novo recorde global, de acordo com relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). O número, que chegou a 37,4 bilhões de toneladas do gás, seria resultado de secas que, por sua vez, reduziram a parcela de energia hidrelétrica utilizada no mundo. Sem água, os países frequentemente acionam fontes de energia poluidoras, como as termelétricas, movidas a combustível fóssil. Se a mudança no regime de chuvas, que afeta o funcionamento das usinas hidrelétricas, é consequência direta das mudanças climáticas e, originalmente, as emissões de gases do efeito estufa são as grandes responsáveis por elas, constata-se que é urgente que haja uma transição energética sustentável. Energia solar no Brasil No Brasil, cerca de 50% da matriz energética é limpa e sustentável. O país é protagonista, segundo a AIE, e líder na América Latina quando se trata da expansão da energia renovável. O grande potencial para a geração de energia solar se dá, em grande parte, em função da sua localização geográfica privilegiada, que propicia a incidência de luz solar ao longo de todos os meses do ano. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a energia solar está entre as maiores fontes renováveis utilizadas no país, correspondendo a 18% da matriz elétrica local. Essa quantidade é oriunda de usinas de geração centralizada conectadas ao Sistema Interligado Nacional. Quando se trata da geração distribuída, no entanto, a energia solar perde apenas para as usinas hidrelétricas, superando 41 GW. Desse número, 13 GW correspondem a grandes usinas e 28 GM vêm de sistemas de geração de pequeno e médio portes, diz a Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar). Países se mobilizam pela adoção da energia solar Mais de 300 políticas para incentivo à geração e uso de energia solar estão em vigor ao redor do mundo. Cada uma das iniciativas pode ser pesquisada no site da Agência Internacional de Energia (AIE). Entre os países com mobilização mais recente estão o Líbano, a Estônia, a Indonésia e os Estados Unidos. Fundos de financiamento, leilões e suportes para a transição energética em áreas rurais são alguns dos exemplos. O Fórum Econômico Mundial destaca, ainda, a Alemanha, que permite que quem produz energia em casa possa vender para a rede. Além de promover incentivos fiscais a quem faz reformas para deixar as casas energeticamente eficientes. O mesmo acontece na Austrália, país que tem o objetivo de ter toda a sua matriz energética renovável até 2030. Lá, residências com pequenas centrais de geração de energia - sejam elas solares, eólicas ou hidrelétricas - são beneficiadas por incentivos fiscais. A China já é líder em geração de energia renovável, avalia o Fórum. De acordo com a entidade, um em cada cinco painéis solares instalados no mundo vão parar em telhados do país. Residências e prédios comerciais têm isenção de tarifa para injeção da energia produzida na rede. Brasil tem regulamentação favorável e esforços legislativos Incentivos governamentais têm sido importantes para a transição energética e para o mercado de energia solar no Brasil. As iniciativas incluem programas de compensação, taxas de juros mais baixas em financiamentos e outros incentivos fiscais, como a redução e, até mesmo a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em alguns estados. A principal ação é o Programa Nacional de Energia Solar Fotovoltaica (Pronasolar), instituído a partir de uma legislação em 2018, por meio de linhas de crédito. A iniciativa incentiva grandes projetos e a instalação de sistemas fotovoltaicos em residências, empresas e outras edificações. Com o aumento da geração distribuída de energia solar, as empresas distribuidoras podem expandir seu mercado, uma vez que serão responsáveis pela conexão e distribuição dessa energia gerada pelos consumidores. Já em março de 2023, um decreto presidencial incluiu o segmento de painéis fotovoltaicos no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis). Com isso, os equipamentos fabricados pelas empresas habilitadas ao programa e utilizados para a geração de energia solar passaram a ter alíquota zero de impostos de importação e de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até dezembro de 2026. Modelos inovadores facilitam a adesão dos consumidores De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em pesquisa realizada em parceria com o SEBRAE, o uso da energia solar é uma realidade em 14% dos pequenos negócios brasileiros. A escolha pela energia limpa não cresce apenas devido à preocupação ambiental, mas também por causa do alto impacto que a conta de energia causa nos custos operacionais das empresas. Todos os incentivos governamentais, modelos inovadores e a possibilidade de utilização da energia solar compartilhada, como os serviços que a AXS Energia oferece, tornam ainda mais acessível a adesão do consumidor residencial a uma matriz energética sustentável e econômica. Por meio da aquisição de uma cota, não há necessidade de obras para instalação de painéis. A energia é gerada nas fazendas solares da empresa e injetada na rede local. Hoje, a marca atende os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Goiás. Nesse modelo, o consumidor não precisa instalar placas solares e outros equipamentos para ter acesso à energia solar fotovoltaica. Posteriormente, a energia gerada pela cota é convertida em créditos que serão abatidos na conta de luz, proporcionando assim uma energia mais sustentável e econômica, com desconto de até 10%.
Notórias pelo trabalho incansável em suas colmeias para a produção de mel, as abelhas podem até ser pequenas em tamanho, mas são gigantes quando se trata da sua contribuição com a vida na Terra. Isso porque esses insetos são responsáveis pela polinização de cerca de 80% dos alimentos que os seres humanos consomem no planeta. Mas, em tempos de mudanças climáticas e perda de biodiversidade em vários biomas, todo esse trabalho está ameaçado. O desmatamento, a poluição do ar, o aumento das temperaturas globais, o uso de pesticidas e a prática de monoculturas colocam as abelhas em risco de extinção. De acordo com a Fundação Save the Bees (Salve as Abelhas), a população mundial de abelhas foi reduzida pela metade nos últimos 75 anos. Por isso, trabalhos como a parceria da AXS Energia e da Integrapis, uma startup especializada na cadeia produtiva das abelhas, são tão importantes. As empresas desenvolvem o “Abelhas: um ambiente amigável”, por meio do qual as usinas de energia solar da AXS Energia tornam-se locais seguros para esses animais. Assim, as abelhas mantêm as suas atividades, garantem a sua existência e a continuidade da produção de alimentos. Parceria AXS e Integrapis Os apiários instalados nas fazendas solares, que já contam com a presença natural de plantas nativas e flores silvestres, garantem as condições fundamentais para o aumento da polinização em todo o entorno. O benefício é direto para os produtores rurais da região: a energia limpa é somada ao aumento da biodiversidade e ao incremento da produção de alimentos. Consequentemente, há o impacto na renda desses produtores. Ou seja, uma verdadeira ação completa de desenvolvimento sustentável. O trabalho com a Integrapis começou em fevereiro de 2023, quando as empresas assinaram um acordo para a implementação da primeira usina fotovoltaica amigável às abelhas no Brasil. A instalação aconteceu em julho do mesmo ano na Unidade Fotovoltaica (UFV) Paulo Valias, situada em São Gonçalo do Sapucaí (MG). Graças ao sucesso do projeto piloto, duas outras usinas em Minas Gerais foram escolhidas para receber apiários: nas cidades de Três Pontas e Três Corações. Como funciona o projeto? Com o “Abelhas: um ambiente amigável”, além de produzir energia limpa, as usinas fotovoltaicas passam a abrigar também as abelhas e o seu potencial de polinização das plantas, promover a biodiversidade e trazer benefícios aos agricultores das áreas próximas. Todas as ações são realizadas em colaboração com a equipe da Integrapis, garantindo a harmonia entre a produção de energia fotovoltaica e a preservação das abelhas. A Integrapis oferece conhecimento, gestão, tecnologia, produtos personalizados e conveniência para a cadeia produtiva das abelhas. E os apicultores recebem uma renda mínima pelo trabalho nas colmeias. As abelhas nativas do Brasil e a sua importância No mundo, são mais de 20 mil espécies de abelhas, de acordo com a organização Save The Bees. Entre elas, as abelhas sociais sem ferrão, de fácil manejo e extrema importância para o equilíbrio ambiental. Estima-se que das 420 espécies de abelhas sem ferrão que existem no planeta, 300 podem ser encontradas no Brasil, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Elas vivem em ninhos bem organizados em castas - divididas entre rainhas, operárias e zangões. Em condições ambientais ideais, os ninhos podem ser encontrados em troncos de árvores, no chão em frestas de muros e uma infinidade de outros locais. Essas condições incluem uma biodiversidade de plantas chamadas melíferas. É destas plantas que elas retiram o néctar para sua alimentação e produção do mel dentro das colmeias. Nesse processo, as abelhas acabam por colaborar com a polinização. E por que a polinização é tão importante? Porque, sem esse trabalho, a alimentação de seres humanos e animais fica ameaçada. Os frutos e sementes produzidos como resultado da polinização por abelhas nativas são uma fonte importante de alimento para muitos animais, incluindo mamíferos, aves e outros insetos. A Confederação Brasileira de Apicultura afirma que as abelhas são responsáveis por 80% da polinização dos vegetais e promovem até 30% de aumento na produtividade agrícola, em especial em cultivos de frutas, como cítricos, maçã e na produção de café. Ao polinizar uma variedade de plantas, as abelhas também contribuem para a diversidade genética das plantas em um ecossistema. Isso é fundamental para a saúde e a resiliência dos ecossistemas naturais, pois aumenta a variedade de alimentos disponíveis para outros organismos e promove a estabilidade dos ecossistemas. Além de tudo isso, as abelhas ainda são responsáveis pela produção de mel, que tem importância econômica, cultural e gastronômica em diversos locais. Por tudo isso, as abelhas e o projeto da AXS em parceria com a Integrapis estão intimamente ligados, mas vão muito além da agenda ESG (que em português significa Ambiente, Social e Governança) e dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Desde janeiro de 2024, todos os consumidores de alta tensão no Brasil podem aderir ao mercado livre de energia. A decisão estabelecida via Portaria 50/2022, do Ministério de Minas e Energia, deve ampliar o acesso a fontes renováveis de energia dentro do país - o que promove maior economia de custos e sustentabilidade. O consumidor de alta tensão é classificado como aquele com demanda energética maior que 2,3 mil kVA. Antes dessa normativa, apenas aqueles que passassem de 500KW de consumo podiam participar de leilões no mercado livre para a compra de eletricidade junto a qualquer fornecedor - o que inclui usinas de matrizes renováveis. Isso permite que essas empresas tenham maior autonomia para negociar preços, flexibilidade, sustentabilidade e previsibilidade. “Tínhamos uma parcela de consumidores de alta tensão que não conseguia ter autonomia para apostar em fontes sustentáveis de energia, porque a única forma seria instalar um sistema de geração próprio, que é caro e necessita de espaço físico. A partir de janeiro desse ano, esse público pode participar do mercado público de energia e comprar energia de qualquer distribuidor”, explica Rafael Bomaro Ferreira, head de Gestão e Comercialização de Energia da AXS Energia. Dados da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), com base em informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apontam que mais de 16 mil empresas brasileiras decidiram migrar para o mercado livre de energia até 2025. Dessas 16 mil empresas que anunciaram a migração para o mercado livre, 94% consomem menos de 500 KW - segundo a Abraceel. Ou seja, antes da mudança da legislação, elas não estavam aptas para deixar o mercado regulado e optar pela compra de eletricidade de forma direta. Essa abertura do mercado para mais consumidores deve impactar no aumento da procura por fontes renováveis de energia no país. No modelo de Geração Distribuída dentro do mercado regulado, uma empresa pode contratar essas matrizes energéticas de duas formas: ao adquirir um projeto ou ao fazer a locação de um parque solar. Já com o mercado livre, é possível que a aquisição do projeto seja feita junto a um gerador solar, sem a necessidade de um contrato de locação. Isso diminui a burocracia e os custos para que os consumidores contratem esses serviços - o que auxilia na maior democratização entre pequenas e médias empresas. Outra diferença entre os modelos é que na Geração Distribuída toda energia disponibilizada gera um crédito, que será compensado na fatura. Caso os valores ultrapassem a quantidade consumida, eles são utilizados no próximo mês. Já no mercado livre, o consumidor compra a energia de forma direta, sem intermédio da distribuidora, e arca apenas com os custos da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). “Vemos um grande movimento de empresas para mostrar que as operações são carbono neutro. Então, quando você faz essa abertura de mercado, você aumenta a procura por fontes renováveis, porque ninguém vai para o mercado livre para comprar fontes que não sejam renováveis. Temos benefícios tributários ainda ativos para as empresas que optam por essa energia”, complementa Bomaro. Futuro com energia limpa e mercado totalmente aberto O Ministério de Minas e Energia não divulgou de forma oficial um cronograma para que os consumidores de baixa tensão possam acessar o mercado livre. Para esse público, é possível acessar o mercado de fontes renováveis via modelos de geração compartilhada. Um desses exemplos é ofertado pela AXS Energia que, com usinas solares instaladas nos estados de Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, São Paulo e Goiás, oferece o acesso à energia solar por meio de um serviço de assinatura. “A geração compartilhada já foi uma quebra de paradigma dentro do setor, porque mostrou ao consumidor que ele tinha poder de escolha para utilizar uma energia limpa e com benefício financeiro. Mostrou a pequenos empresários que era possível investir em usinas de energia solar. Então, esse movimento educou muito o setor e preparou para essa abertura de mercado”, analisa. Os clientes da AXS Energia adquirem cotas nas usinas solares e, de acordo com o consumo mensal, podem receber créditos na carteira solar - que posteriormente rendem descontos tarifários. O sistema de assinatura ainda promove a redução de custos, porque o consumidor não precisa arcar com a aquisição de equipamentos. “É preciso muito diálogo e adequação, porque existem muitos encargos repassados ao consumidor cativo para que haja benefícios aos consumidores de energia limpa. A abertura de mercado permite poder de escolha e a maior parte já entendeu que há possibilidade de escolha, mesmo sem estarem no mercado livre. Acredito que até 2030 será possível essa abertura total, assim como acontece em países desenvolvidos”, finaliza o especialista.
Dados divulgados pelo observatório climático europeu Copernicus nas primeiras semanas de fevereiro servem de alerta para o aquecimento do planeta. De acordo com os cientistas da instituição, além de 2024 ter registrado o início de ano mais quente da história, pela primeira vez a Terra aqueceu 1,5º C em 12 meses seguidos desde a era pré-industrial. As mudanças climáticas, assunto frequente nos últimos anos, referem-se a alterações nos padrões de temperatura e clima, que podem até mesmo ser naturais, mas vêm se intensificando desde os anos 1800. São as atividades humanas as maiores causadoras da emissão de gases do efeito estufa, assim chamados, porque é dessa forma que eles agem. Quando liberados, eles formam uma espécie de estufa ao redor do planeta, de modo a reter o calor que vem da radiação solar. O dióxido de carbono e o metano são os principais responsáveis por esse fenômeno e são gerados por meio da utilização de veículos movidos a combustíveis derivados de petróleo, como a gasolina, de aquecedores com funcionamento a carvão em edificações, de atividades agropecuárias e produção industrial, além da geração de energia não-renovável, como as termelétricas. E o que pode ser feito para frear esses efeitos e evitar a degradação do meio ambiente? De maneira objetiva, a necessidade é voltada para a redução das emissões desses gases. O Acordo de Paris, assinado por diversos países do mundo, incluindo o Brasil, e entidades como a Rede de Cidades C40 são algumas das ações comprometidas com a redução e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Problema vai além das temperaturas O calor extremo, por si só, já causa desconforto aos seres humanos e animais. Mas esse desequilíbrio vai além. As mudanças climáticas também trazem frio extremo, alteram regimes de chuvas, provocam enchentes e secas extremas e causam incêndios florestais. Há ainda o risco de aumento do nível do mar e inundações pelo derretimento do gelo polar e declínio da biodiversidade em todos os biomas do planeta. A Organização das Nações Unidas (ONU) revelou, no Relatório sobre Estado das Espécies Migratórias, que 44% das espécies migratórias estão em declínio e 20% delas correm risco de extinção. Como os animais, que acabam deixando seus habitats em função dos efeitos das mudanças climáticas, comunidades inteiras em diversas cidades acabam desabrigadas devido a eventos climáticos extremos. Em janeiro de 2024, cerca de 9 mil pessoas ficaram desalojadas e 300 desabrigadas devido a fortes chuvas no estado do Rio de Janeiro. Em fevereiro do mesmo ano, um deslizamento de terra arrastou uma rodovia para dentro de um rio no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Entre diversos desastres ambientais pelo país, os impactos atingem a esfera social e econômica. As secas, da mesma forma, são prejudiciais para a produção agrícola, para a alimentação dos seres humanos e para a produção industrial, já que prejudicam o fornecimento de água, essencial para diversos setores. Soluções governamentais globais (e locais) O Brasil teve o termo “mudanças climáticas” incorporado ao nome do Ministério do Meio Ambiente e vem ampliando esforços para conter o aumento das temperaturas. Em setembro de 2023, a ministra Marina Silva atualizou a meta climática do país, que agora se compromete a reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 48% até 2025 e em 53% até 2030. A promessa anterior era de cortá-las em 37% e 50%. O anúncio aconteceu na Cúpula da Ambição Climática, realizada pela ONU em Nova York, após decisão do Comitê Interministerial de Mudança do Clima (CIM), composto por 18 ministérios. Entre as medidas para reduzir as emissões estão o combate ao desmatamento ilegal e a proteção de florestas nativas. Em 2022, o Brasil emitiu 2,3 bilhões de toneladas brutas de gases do efeito estufa, de acordo com o relatório do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima. O valor, 8% menor do que o de 2021, pode ser explicado pela redução do desmatamento na Amazônia, de acordo com o documento. No Congresso Nacional, seguem em discussão projetos relacionados ao mercado de carbono. Um deles, o PL 2148/2015, cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O texto já foi aprovado pela Câmara e voltará para a análise dos senadores. No país, ainda há quatro municípios que fazem parte de uma organização global de cidades comprometidas com o combate às mudanças climáticas, a Rede C40. São elas São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba. Sob a liderança e com o apoio do grupo, as prefeituras trabalham localmente em projetos voltados à mitigação e à resiliência para que as temperaturas globais sejam mantidas no limite de aquecimento de 1,5º C, conforme o que prevê o Acordo de Paris, tratado firmado em 2015. Ações individuais contra as mudanças climáticas Em janeiro de 2024, ações sustentáveis para começar o ano foram assunto no Blog da AXS e boa parte delas também pode contribuir, individualmente, para a diminuição da emissão de gases do efeito estufa. A redução da geração de lixo e a destinação correta de resíduos são algumas delas, incentivadas pelo consumo consciente e pela reutilização dos materiais. Outra opção é ajudar as cidades na manutenção da infraestrutura verde, com o plantio de árvores - que sequestram gás carbônico e ajudam a deixar as temperaturas mais amenas em meio a grandes áreas impermeáveis e cobertas por concreto. Além disso, a opção pelo uso de energias renováveis, como a solar, é um incentivo à transição energética no país. Nessa área, já é possível perceber avanços. De toda a energia gerada no Brasil no ano passado, 93% teve como origem as fontes renováveis, como a hídrica, a solar e a eólica, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A garantia de um mundo melhor para as futuras gerações passa, necessariamente, pela inclusão desses cidadãos nas ações de cuidado com o planeta no momento presente. E não há forma melhor de disseminar conhecimento a respeito da preservação e da sustentabilidade do que com a educação ambiental. Mas a partir de quando as crianças devem ser expostas a esse conteúdo? Na educação infantil, já é possível e necessário estimular a consciência ambiental, uma vez que é nessa etapa que acontece a formação da personalidade e a construção de discurso. O processo deve estar integrado ao currículo escolar para que os estudantes tenham a dimensão de que a mobilização deve fazer parte do cotidiano, além de ultrapassar as paredes e os muros das escolas, já que o tema reflete em toda a sociedade. Fato é que a educação ambiental está prevista em lei no Brasil e, embora não haja punição pelo seu descumprimento, levar informações sobre a preservação do meio ambiente é cada vez mais importante em um mundo que convive com as ameaças das mudanças climáticas e seus eventos extremos, como as tempestades, secas e cheias. Assuntos mais urgentes na educação ambiental Em paralelo aos eventos causados pelas mudanças climáticas, as ações que promovem a redução da emissão de gases de efeito estufa devem estar cada vez mais em pauta. De acordo com estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), nos últimos 10 anos, os desastres naturais causaram R$ 401,3 bilhões de prejuízos no Brasil. Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta que a União destinou apenas R$ 4,9 bilhões para ações de gestão de riscos de desastres no período. O investimento do poder público é necessário para conter as consequências de eventos extremos e, também, para conscientizar a população e reverter o cenário climático atual. Atitudes simples, tomadas no dia a dia, podem diminuir o impacto individual na natureza. O processo de separação de resíduos, por exemplo, pode ser iniciado dentro de casa e desde cedo, ensinando às crianças a importância do processo e do respeito ao meio ambiente. A mobilização em massa reflete em efeitos evidentes. Segundo a World Wide Fund for Nature (WWF), a reciclagem de uma tonelada de jornais evita a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Já o papel jornal produzido a partir das aparas, requer 25% a 60% menos energia elétrica do que a necessária para obter papel da polpa da madeira. Também se observa economia de energia na reciclagem do alumínio: para uma tonelada do material, são gastos 95% de energia a menos. O processo também diminui a poluição causada pela fabricação convencional, reduzindo 85% da poluição do ar e 76% do consumo de água. O uso racional da água, aliás, é outro tema importante, em função da alteração no regime de chuvas provocado pelas mudanças climáticas. É em casa que se incentiva a economia ao fechar as torneiras, reutilizar a água da máquina de lavar, entre outras ações. Por fim, também é necessário abordar a disseminação do uso de energias renováveis, como a solar e a eólica, entre os lares brasileiros em atividades de educação ambiental. Hoje, não é mais necessário o alto investimento na instalação de equipamentos próprios. A energia compartilhada garante o acesso e a praticidade no uso de energias que se regeneram o substituem o uso de combustíveis fósseis, que contribuem para as emissões de gases, responsáveis pelo aumento da temperatura no planeta. Cases de sucesso A cidade de Curitiba, no Paraná, por exemplo, capital com o maior índice de separação de resíduos recicláveis do país (22%), é também conhecida pela famosa campanha de educação ambiental dos anos 1990: a Família Folhas. O projeto, uma parceria entre as secretarias locais de Educação e Meio Ambiente, leva as informações de sustentabilidade a escolas e eventos em espaços públicos. Se há mais de 30 anos, no período de início da sensibilização sobre a reciclagem de materiais, os integrantes da família ficaram famosos por um jingle que pedia que não fossem descartados materiais com valor comercial e que pudessem ser reutilizados, hoje, os temas incluem a agenda ESG (sigla, em inglês, que significa Ambiental, Social e Governança) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ainda na Região Sul do Brasil, em Florianópolis (SC), onde fica a sede da AXS Energia, um projeto une campanhas e ações ambientais: o Floripa Sustentável. O movimento que existe desde 2017 tem o intuito de promover a preservação, sem deixar de lado o crescimento econômico. As ações realizadas pelo grupo, formado por empresas e entidades de classe locais, vão desde a limpeza das praias, passando pelo envolvimento na legalização do comércio ambulante, até um movimento pela revitalização do centro histórico da capital catarinense.
As mudanças climáticas evidenciam cada vez mais a importância do papel de todos no combate ao aquecimento global, à destruição das matas, à poluição dos rios e oceanos e à escassez hídrica. Em um planeta com cerca de 8 bilhões de habitantes, o impacto gerado em massa é evidente. No entanto, a mudança nas ações individuais é o agente transformador para mudar esse cenário e agir, de fato, pela preservação do meio ambiente. Hábitos como evitar o descarte de materiais plásticos e economizar a água nas lavagens de louça e nos banhos são atitudes essenciais e que diminuem o impacto de cada indivíduo no meio ambiente. Para além dessas medidas, nós, da AXS Energia, separamos cinco dicas para estimular a conscientização sobre o tema e dar início ao novo ano com a aplicação de ações sustentáveis no dia a dia. Confira: Separe os resíduos e dê a destinação correta No Brasil, 96% dos resíduos produzidos não são reaproveitados, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Quando não reciclado ou destinado da forma correta, o resíduo pode parar nos lixões a céu aberto, um descarte que prejudica tanto a qualidade do ar, pela emissão dos gases de decomposição, quanto a qualidade do solo, pela contaminação dos lençóis freáticos. Os resíduos considerados recicláveis podem ser separados para a coleta seletiva dos municípios ou, até mesmo, levados aos centros de reciclagem e pontos de coleta. Já no caso dos resíduos orgânicos, eles podem servir de adubo para as plantas e, nas residências, colaborar para um sistema de compostagem caseiro para dar um destino útil a esse resíduo sem prejudicar a natureza. Compre de empresas que se preocupem com o impacto gerado ao meio ambiente Independentemente do produto ofertado ou do serviço prestado, atualmente, é essencial que as empresas tenham a preocupação com a sustentabilidade como um pilar. Além do lucro e da experiência do cliente, pequenos e grandes negócios devem ampliar o olhar e entender o impacto gerado na comunidade por todo o processo produtivo. De acordo com o nicho, é importante repensar diversos pontos, como a geração de resíduos, a emissão de gases de efeito estufa e a responsabilidade social e ambiental de fornecedores e parceiros. Por isso, optar por marcas que investem em iniciativas voltadas à preservação da natureza é uma maneira de se engajar com pessoas que dividem o mesmo objetivo: um futuro sustentável. Opte por transportes alternativos ou coletivos Os carros e as motocicletas podem ser formas de transporte eficientes e rápidas para o dia a dia. No entanto, a emissão de dióxido de carbono oriunda da queima de combustíveis fósseis é extremamente prejudicial ao meio ambiente. De acordo com o Relatório Analítico 2023 do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), os dados referentes a 2022 nas atividades de energia, processos industriais e uso de produtos revelam que o setor de transportes é responsável por 44% das emissões. Visto o impacto dos meios movidos à gasolina, diesel e gás natural, é preciso partir de ações individuais para transformar esse cenário. O transporte coletivo, como os ônibus, vans e caronas, é uma boa opção para reduzir a poluição gerada pelo setor. Ao mesmo tempo, a tecnologia oferece diversas opções de transportes alterativos para zerar a emissão, como é o caso dos patinetes elétricos e das bicicletas. Dê preferência a produtos que não tenham embalagem plástica De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, no Brasil, aproximadamente um quinto do lixo é composto por embalagens. Em diversos setores, como o alimentício e o de vestuário, as embalagens são consideradas indispensáveis para a experiência do cliente. No entanto, já existem empresas que apostam na redução da geração desse tipo de resíduo e na otimização da reciclagem dos materiais, priorizando as embalagens de papel no lugar das de plástico. Além das embalagens geradas, é importante reconhecer as empresas que oferecem pontos para descarte de embalagens dos seus produtos para a reciclagem e, também, as marcas que desenvolvem sistemas de logística reversa para diminuir a quantidade de lixo gerado. No dia a dia, a opção por lojas de alimentos a granel, shampoos e condicionadores em barras, ecobags e canudos reutilizáveis são exemplos de práticas que contribuem para diminuir os danos ao meio ambiente. Opte por energias renováveis para residências e comércios Ao contrário do uso de combustíveis fósseis para a geração de energia, as fontes renováveis são inesgotáveis e causam menores impactos ao meio ambiente. A energia solar, por exemplo, é gerada por meio de painéis fotovoltaicos, que fazem a captação da luz do sol e produzem uma energia limpa. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), hoje, esse formato representa apenas 16,5% da matriz elétrica brasileira, o que mostra o espaço para expansão no setor. Ao contrário do que muitos pensam, hoje em dia já não é necessária uma grande quantia de investimento para a instalação de equipamentos próprios nas residências ou comércios que querem optar por uma fonte renovável. Para facilitar o fornecimento e otimizar a geração dos painéis para diminuir a quantidade de equipamentos, a energia solar por assinatura pode ser feita em diversos estados do Brasil.
A 28ª edição da Conferência das Partes (COP28) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi concluída no último dia 13. Cerca de 200 países signatários dos acordos climáticos estiveram reunidos em Dubai, nos Emirados Árabes, para discutir soluções para a emergência climática. Pela primeira vez, a eliminação do uso de combustíveis fósseis foi abordada e discutida diretamente como forma de combate às mudanças climáticas. No ano considerado o mais quente em 174 anos, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), com uma temperatura média da superfície global 1,4ºC acima da média, o debate trouxe à tona as problemáticas das emissões de gases de efeito estufa e as consequências do uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral, para o futuro do planeta. Diante do cenário climático caótico em diversas partes do mundo, expectativas foram levantadas sobre o acordo firmar metas de eliminação do uso de combustíveis fósseis, uma meta já definida para 2050. No entanto, o texto aprovado inclui o comprometimento dos países participantes em se afastar de fontes não renováveis para contribuir para a transição e a eficiência energética. As medidas foram tratadas como urgentes e transferem aos países a responsabilidade de desenvolver soluções para frear o aumento das temperaturas do planeta com estratégias de investimento, conscientização e aplicação de ações reais em seus territórios. Conforme estabelecido no Acordo de Paris, é preciso manter as temperaturas médias em 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Metas da transição energética Entre as resoluções, foi acordado o compromisso de triplicar a capacidade de energia renovável até 2030. A capacidade de energia gerada a partir de fontes limpas, hoje, fica em torno de 3,4 gigawatts. Com as mudanças, espera-se chegar a 11 mil gigawatts dentro do prazo de 7 anos para implementação e análise de resultados concretos. Além disso, os países signatários devem dobrar a eficiência energética, acelerar investimentos e aumentar a oferta de financiamento para que países em desenvolvimento possam promover a transição. Também se projeta a redução do uso de combustíveis fósseis dentro do mesmo prazo, o que começa pelo cancelamento das implantações de novas usinas a carvão. A indústria do petróleo e gás também deve reduzir as suas emissões de metano em 75% dentro deste prazo. Energia limpa é o caminho Com o acordo firmado pelo conjunto de países que incluem o Brasil e a repercussão das discussões feitas acerca do tema, o uso de energias renováveis deve se intensificar nos próximos anos. A diminuição do uso de combustíveis fósseis acontece proporcionalmente ao aumento de geração elétrica a partir da fonte solar, eólica e hídrica. Com a decisão tomada na COP28, o Brasil caminha cada vez mais para uma matriz energética limpa no futuro. As iniciativas conjuntas e individuais são parte do movimento de sensibilização das pessoas em relação a atitudes individuais que podem ser tomadas para a redução de emissões de gases do efeito estufa, que é uma das tendências do setor de energia solar para 2024.
Seja pela economia gerada ou pela sustentabilidade, o segmento da energia solar tem grande potencial de crescimento ao redor do mundo. E, no Brasil, não é diferente. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, de janeiro a setembro de 2023, o país registrou o maior aumento de geração solar, com acréscimo de 3 Gigawatts (GW) à matriz energética. Para comparação, no ano de 2022, o aumento foi de 2,5 GW na soma dos 12 meses. Segundo os dados, a energia gerada a partir da queima de combustíveis fósseis compreende menos de 20% da matriz elétrica do Brasil. As fontes renováveis, como a hídrica, eólica e solar, já correspondem a 83,79% da matriz. Essa representatividade deve crescer e caminhar para uma matriz limpa no futuro. Para isso, algumas tendências contribuem para o desenvolvimento do setor e para a otimização de processos que já estão em funcionamento. Energia solar e a Internet das Coisas (IoT) A geração de energia solar por si só já se caracteriza por um grande avanço tecnológico que permite que a sociedade se distancie de fontes prejudiciais ao meio ambiente, como a queima de combustíveis fósseis, e se aproxime de fontes renováveis, como a energia solar, para garantir necessidades básicas como a energia. Com o crescimento do mercado, as soluções criadas para atender ao público e aprimorar a geração de energia também surgem. Em 2024, uma das tendências previstas é que a energia solar se integre cada vez mais à Internet das Coisas (IoT), termo utilizado para o movimento tecnológico que agrega o mundo virtual à dispositivos e objetos utilizados no dia a dia. A solução também deve ser aplicada aos sistemas solares, que podem passar a coletar dados refinados sobre a geração de energia para otimizar a produção e controlar a eficiência dos painéis de forma remota. A melhoria dos equipamentos solares Da mesma forma, a tecnologia se estende à qualidade dos equipamentos utilizados no processo de geração de energia. O incremento na potência dos painéis solares possibilita uma geração cada vez maior com placas cada vez menores. Esse avanço torna possível a redução das usinas em terreno utilizado, garantindo a mesma capacidade, o que diminui o impacto do processo no meio ambiente. Já os avanços em relação aos materiais utilizados, que podem variar de acordo com cada marca, permitem, além da geração mais eficiente, maior resistência. Dessa forma, módulos mais resistentes diminuem a necessidade de manutenção das placas e reduzem, também o descarte de materiais. Conscientização em massa Mesmo que a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental sejam temas focais em inúmeras empresas e núcleos sociais, o ímpeto pela transformação e a aceitação de soluções renováveis parte, muitas vezes, da vivência das mudanças climáticas na prática. A população sai do campo conceitual e passa a perceber no dia a dia as consequências de atitudes que vêm sendo tomadas há séculos. O aumento da temperatura global, por exemplo, é um dos fatores que não passa despercebido e escancara a realidade do planeta que precisa de medidas sustentáveis para garantir um futuro às próximas gerações. Assim, a mobilização da população cresce proporcionalmente ao nível de preocupação, o que estimula soluções renováveis em diversos setores, incluindo o energético.